
O que é psicoterapia?
A psicoterapia é um método processual frequentemente praticado por intermédio da fala, envolvendo técnicas e estratégias psicológicas com a finalidade de abordar o sofrimento psíquico.
Trata-se de uma atividade praticada por profissionais do campo psi, ou seja, psicólogos, psicanalistas e psiquiatras, para a qual podem ser utilizadas diversas correntes teóricas, de cunho científico, que se diferenciam em determinados aspectos por partirem de uma variedade de perspectivas possíveis, tendo em vista a complexidade da mente humana.
O público-alvo é o sujeito de um modo geral, independente de gênero, idade, raça/etnia, orientação sexual etc.
No campo da Psicologia, a psicoterapia é regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia articulado a seus entes regionais, em que cada profissional possui um registro que confere sua habilitação para o exercício da profissão.
Essa atividade pode ser praticada de forma individual ou em grupo, de modo presencial ou online.
Assim como existem diversas correntes teóricas atuantes nessa prática, são diversas as formas de gestão do tempo para cada sessão. A duração de uma sessão de psicoterapia tende ocorrer de acordo com seu enredo e com outros fatores peculiares a cada sujeito, bem como a cada momento.
A prática do psicólogo é pautada em princípios instituídos através de um Código de Ética Profissional que norteia o exercício da profissão baseado na promoção da saúde e da qualidade de vida das pessoas e das coletividades, da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, e em respeito ao sigilo profissional, sendo vedada a contribuição para qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Na perspectiva psicanalítica, a psicoterapia tem a finalidade de compreensão da gramática que corresponde ao funcionamento psíquico a partir das formações do inconsciente, para que então, com a implicação do sujeito através do manejo transferencial, se inicie um percurso de construção de novas formas para lidar com suas questões, viabilizando a dissolução do sofrimento. Trata-se de um viés pautado na ética do desejo, ou seja, como o sujeito se relaciona com seu próprio desejo e com o desejo do outro.

